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Eleições 2026

Campanha de Lula usará recuo de Flávio como sinal de frouxidão

Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno

Campanha de Lula usará recuo de Flávio como sinal de frouxidão
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Integrantes da cúpula da campanha do presidente Lula (PT) à reeleição explorarão o recuo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, sobre o fim da escala 6x1 para mostrar que o adversário não é confiável.

Nesta terça-feira (13), Flávio Bolsonaro disse que votará a favor da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho. A declaração favorável à PEC é uma mudança de postura do congressista, que chamava de oportunismo a discussão do texto no período eleitoral.

O candidato do PL declarou voto logo após ter visitado o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado. "A maioria dos trabalhadores brasileiros querem o fim da 6x1, então vou votar a favor", afirmou.

Coordenador da campanha de Lula em São Paulo, o advogado Marco Aurélio Carvalho afirma que o senador foi pedir autorização ao pai para um recuo por mero cálculo eleitoral.

"Flávio é frouxo. Não tem condições de sustentar as posições que assume, os acordos que faz. Foi obrigado a pedir, por cálculo meramente eleitoral, autorização ao pai para recuar num compromisso que assumiu com parte do empresariado brasileiro. Isso só demonstra que ele é frouxo e não é confiável. É um pulha, um charlatão", disse Marco Aurélio, coordenador do grupo Prerrogativas.

Dentro da estratégia definida pelo comando da campanha de Lula, Marco Aurélio pergunta se Flávio vai manter a proibição das Bets e a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Sobre o impacto político do recuo do senador, Marco Aurélio afirma que, embora seja positiva por ampliar a votação no Senado, a decisão de Flávio pode ser eleitoralmente inócua para o presidenciável.

"Quando revê, por um mero cálculo eleitoral, ele mostra para parte da base dele que ele não é confiável. Então, pode ter um impacto político favorável porque facilita a aprovação dessa medida, mas na dimensão eleitoral eu creio que se existir algum impacto vai ser negativo. Porque parte da base dele vai perceber que essa é uma ação completamente artificial", acrescentou.

A votação da PEC está prevista para esta quarta-feira (14), conforme a pauta definida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Em meio ao segundo turno da eleição, a aprovação de um dia a mais de folga com manutenção do salário é uma das principais apostas de Lula para tentar uma virada na disputa, já que o petista está atrás de Flávio nas pesquisas.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Catia Seabra | da Folhapress)
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