O pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, fez críticas neste sábado (11) ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) por causa da divulgação de uma carta na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reafirma seu apoio ao filho na eleição presidencial deste ano.
Flávio leu em transmissão em rede social no sábado mensagem na qual Bolsonaro o chama de seu "porta-voz". A iniciativa sucede desavença pública do pré-candidato com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que disse ter sido maltratada pelo enteado.
"Estamos em uma campanha eleitoral. Quem tem que responder somos nós, os candidatos."
Em rede social, o presidenciável do PSD afirmou ainda: "Pense numa crise envolvendo Venezuela, Bolívia ou Argentina. Nesse momento, ninguém pode ter dúvida sobre quem manda, muito menos imaginar que o presidente precisa primeiro ouvir alguém antes de agir. Esse contraste entre autonomia e dependência pode virar um eixo central do debate. Porque, numa eleição presidencial, liderança não se herda."
Caiado, de olho nos votos da direita, tem procurado em sua pré-campanha desviar de um embate mais direto com o bolsonarismo. Ele evitou ataques mais enfáticos a Flávio por causa da ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, por exemplo.
Neste sábado, outro adversário que criticou Flávio Bolsonaro foi o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele disse que a divulgação da carta infringe as regras fixadas para a prisão domiciliar do ex-presidente e afirmou em vídeo que pedirá a revogação do benefício ao STF (Supremo Tribunal Federal). Disse que o senador "está testando" a corte no caso e chamou o vídeo de provocação.
Afirmou ainda que a campanha do PL "não anima ninguém" e que o adversário virou apenas "um porta-voz".
No texto divulgado neste sábado, o ex-presidente reafirma confiança no filho e diz que o cenário político atual exige uma postura ativa e unida de seus apoiadores. Durante a leitura, Flávio disse que a mensagem é um passo fundamental para evitar "falas conflituosas ou direções diferentes" dentro da direita. Ele não mencionou a ex-primeira-dama Michelle.
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