“Fiz o que tinha que fazer”. Foi com essa frase, dita em tom de brincadeira, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez referência indireta à transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papudinha. Ele deu a declaração nessa quinta-feira (15), durante a colação de grau da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), da qual foi paraninfo.
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Ao comentar a duração excessiva dos discursos na cerimônia, o ministro afirmou que quase precisou “tomar algumas medidas”, mas que se conteve porque já havia feito o que precisava ser feito naquele dia. A fala arrancou aplausos do público e foi interpretada como alusão à decisão que determinou a mudança do local de custódia de Bolsonaro, até então preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Por que Papuda e não Papudinha
Na decisão, o ministro apontou que a Papuda enfrenta superlotação, enquanto a Papudinha tem capacidade menor e controle mais restrito. Moraes também destacou que a condição de ex-presidente garante a Bolsonaro o direito à prisão especial, com cela individual. Além disso, o espaço permite maior flexibilidade às visitas, banho de sol em horários ampliados e a instalação de equipamentos de fisioterapia, em razão do estado de saúde do ex-presidente.
Segundo o STF, essas condições não configuram privilégio indevido, mas observam parâmetros legais e de dignidade, sem transformar o cumprimento da pena em benefício irregular. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista e ficará em cela separada de outros detentos que também estão presos no local.
*Com informações do Metrópoles e g1
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