Os telefones de uso público, conhecidos como orelhões, caminham para o fim no Brasil. Os cerca de 30 mil aparelhos ainda existentes no país devem ser desligados até dezembro de 2028, marcando o encerramento de um serviço que fez parte da rotina dos brasileiros por décadas.
Lançados em 1972, com design criado pela arquiteta Chu Ming Silveira, os orelhões chegaram a ultrapassar 1,5 milhão de unidades espalhadas pelo país. A manutenção era uma obrigação das concessionárias de telefonia fixa, prevista nos contratos assinados em 1998, que se encerraram oficialmente em dezembro de 2025.
Com o fim das concessões, os contratos foram adaptados para o regime de autorizações, permitindo a extinção gradual dos telefones públicos. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a mudança faz parte de uma estratégia para estimular investimentos em redes mais modernas, especialmente voltadas à banda larga e à telefonia móvel.
A agência reguladora explica que as empresas se comprometeram a manter serviços de voz nessas áreas, por qualquer tecnologia disponível, até o fim de 2028, além de investir em infraestrutura como fibra óptica, antenas de celular, cabos submarinos, conectividade em escolas públicas e data centers.
A operadora Oi concentra a maior parte dos orelhões ativos, com 6.707 unidades. Vivo, Claro/Telefônica e Algar devem desligar suas redes ainda este ano, restando cerca de 2 mil aparelhos. Outros 500 pertencem à Sercomtel, no Paraná, e dependem de adaptações para serem retirados.
Já os orelhões cuja manutenção não é obrigatória podem ser desligados a pedido dos municípios ou cidadãos, diretamente às operadoras ou à Anatel, pelo telefone 1331 ou pelo portal da agência.
BAURU
Segundo o site da Anatel, Bauru contava, em dezembro de 2025, com 208 orelhões, sendo dois em Tibiriçá, dois nas Chácaras Bauruenses e um na Estância Águas Virtuosas.
Ainda de acordo com a Anatel, algumas cidades da região ainda contam com orelhões: Agudos possui 33 aparelhos (13 quilômetros de Bauru); Piratininga conta com 15 (13 quilômetros de Bauru); Pederneiras tem 28 (26 quilômetros de Bauru); e Arealva ainda possui 17.
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