Olá! Sejam todos bem-vindos! Vamos ao assunto?
Não foi em Três Corações, onde nasceu, nem em Bauru, onde despertou para o futebol, que Pelé criou a comemoração mais conhecida do futebol: o salto seguido de um soco no ar.
Foi pelo Santos, clube que defendeu por quase 19 anos, com mais de 1.000 jogos e mais de 1.000 gols. Mas quando exatamente? Essa dúvida o próprio Pelé respondeu.
Em entrevista à revista “Placar” em 1999, o Rei do Futebol disse que nada foi planejado, mas que acabou acontecendo por causa de um desabafo e justamente no mesmo jogo em que ele fez o gol mais bonito de toda a carreira, em 2 de agosto de 1959.
“O jogo estava difícil porque o Juventus sempre foi de jogar se defendendo. E os torcedores [estavam] enchendo o saco. Quando saiu esse gol, parti para cima da torcida, brigando. Não fui dando o soco no ar para dizer ‘gol’. Fui xingando os caras: ‘Seus f.d.p.’. Foi aí que nasceu o soco no ar”, disse Pelé, na edição de março da revista “Placar” de 1999.
O jogo foi contra o Juventus, e o Santos venceu por 4 a 0, na rua Javari, Zona Leste de São Paulo, pelo Campeonato Paulista de 1959. O placar já estava 3 a 0, mas a torcida do time da casa insistia nos xingamentos e nas ofensas ao camisa 10.
Pelé já havia feito dois gols --o primeiro e o terceiro do time; Dorval fizera o segundo--, mas o lance genial foi aos 42 minutos do segundo tempo.
Em um contra-ataque, ele recebeu a bola de Dorval e driblou Julinho com um chapéu. Na sequência, deu outro chapéu, em Homero, e mais outro, agora em Clóvis. Desesperado, o goleiro Mão de Onça abandonou o gol e também levou um chapéu.
No último, Pelé mostrou toda a genialidade dentro dele. Antes de bola tocar o gramado, ele cabeceou ela para o gol. Uma pintura jamais vista no futebol.
A torcida acabou aplaudindo o lance pela beleza, mas não evitou o desabafo do Rei do Futebol, que vinha sendo perseguido e ofendido sem parar.
Não há registro em vídeo nem em fotos --exceto a imagem captada por Rafael Dias Herrera, com o goleiro juventino caído no gramado e a bola já cabeceada por Pelé indo para a rede.
Muitas foram as tentativas de replicar aquele lance. A mais famosa está no filme “Pelé Eterno”, de 2004, em que foi utilizado computação gráfica pelo diretor Aníbal Massaini.
Por hoje é só, amigos e amigas! Até a próxima!
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