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Justiça intima governador a explicar fim de cotas raciais em SC

Em despacho desta terça-feira (27), a desembargadora Maria Santa Ritta chamou a norma de 'dissonante'.

Justiça intima governador a explicar fim de cotas raciais em SC
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O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em decisão liminar, suspendeu os efeitos da lei estadual que proíbe cotas raciais em universidades.

Em despacho desta terça-feira (27), a desembargadora Maria Santa Ritta chamou a norma de "dissonante" da interpretação consolidada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), defensor das ações afirmativas, reforçando a "plausibilidade" de alegação de inconstitucionalidade.

O tribunal ainda intimou o governo Jorginho Mello (PL) e o presidente da Assembleia Legislativa a, no prazo de 30 dias, prestarem esclarecimentos sobre a formulação e sanção da lei.

A decisão da desembargadora decorre de um pedido de medida cautelar ajuizado pelo diretório estadual do Psol.

Entenda a lei de SC

O texto sancionado pelo governo Mello, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), proíbe a reserva de vagas não somente para o ingresso de estudantes, mas também para a contratação de docentes, técnicos e qualquer outro profissional.

O Executivo catarinense defende a medida dizendo que ela possibilita uma concorrência mais justa, a meritocracia e a melhoria do acesso aos candidatos mais vulneráveis economicamente.

As instituições poderão pagar multa de R$ 100 mil por edital e perder repasses do estado em caso de descumprimento.

Ficam excluídas da proibição a reserva de vagas a pessoas com deficiências, baseada em critérios exclusivamente econômicos e para estudantes oriundos de instituições estaduais públicas.

FONTE/CRÉDITOS: Jcnet (Por Bruno Lucca | da Folhapress)
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